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O poeta na sua sensibilidade
Com talento e um lápis na mão
Descreve do homem o Hades
Como se fosse uma linda canção.
Os temores do peito percebe
E sente com profundidade,
E o seu texto então recebe
Até o ruim com afinidade.
Pois poeta tem muitos sensores
Pro bem ou pro mal dos amores
Sendo assim é tristeza ou alegria
Escreve de tudo com simpatia.
E a mais cruel das histórias
Arranca de sua memória
E uma vez que ele a põe no papel
Faz quem a lê se sentir no céu.

Lívia Pâmela De La Rosa 
Em cada gota que cai,
Vejo uma parte da verdade desfeita...
Não porque seja mentira,
Apenas deixou de ser tão verdade...

Seria mais sincero não acreditar tanto,
Seria mais honesto não prometer,
Seria mais fácil não esperar nada,
Seria, quem sabe, uma aventura.

Mas houve promessa,
Houve sonho, ideais...
Uma história cheia de inverdades,
Ou meias verdades...

Uma alma que não apareceu,
Ficou escondida atrás da pupila,
Num olhar que não brilhou,
Mas que esteve sempre lá...

Era uma vida que queria nascer,
Ou apenas uma oportunidade de ser humano;
Era quase um Sol no oceano,
Mas não raiou antes do entardecer...


Era a sombra da estrela que caia,
Do céu para trazer a esperança,
Na areia, pra provar que uma onda
Por onde passa pode tudo transformar...

E então passa, apaga, sucumbe.

Sentiu o vento passar por seu rosto e balançou os cabelos.
Olhou longe no horizonte; avistou qualquer coisa que não passasse de sonho...
Pensou:
"Nada poderá me deter. Eu tenho alguma força em mim."
Desviou-se de algo que não vira ao distrair-se.
Escorregou numa poça de água.
Pensou:
"Removerei todos os obstáculos e seguirei sempre adiante.
Certamente cairei em algum momento,
Mas me levantarei."
Pegou um punhado de terra; deixou escorregar de suas mãos...
E como vestindo-se daquele solo vermelho,
Deixou que caísse um pouco em seu corpo.
Depois sorriu e caminhou...
O olhar sempre em frente, até chegar. E chegou.



E se o Sol resolver desaparecer
Se as nuvens se recusarem a ir embora
Se frio vier e se estabelecer
Se as pessoas perderem o amor de outrora

Ainda assim nos Seus filhos se verá
O recomeço, a esperança, o despertar...
poesia, poeta contemporâneo, poetisa ou poeta

Ah, como brilha a Lua!
Ah, que noite mais bonita!
Pudera eu ser tua
agora...
sem esperar...
Vou seguindo noite a fora
Com essa Lua infinita
Acho que logo vou embora...
Embora sonhar.
Tua boca me espera,
O teu corpo me chama.
Eu iria agora pro teu leito
Pra esse amor que nos inflama
E depois uma quimera
Amor do nosso jeito...

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