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Ah, Céu! Me escutas agora?
Ou se esquivas de mim, para não ouvir meu lamentar?

Nos erros meus estive entretida,
Nas andanças fora de rumo e longe da razão.

Caminhei em passos largos para perder-me
E desejei não mais amar-Te, nem querer.

Não pude. Não consegui completar minhas escolhas.
Precisei me devolver ao seu Luar.

Pois a luz que refletida me banha
Me dá direção para eu nunca mais errar.

Ainda bem, parece ouvir-me, por já sinto
Uma branda presença a me tomar.

Tivera eu insistido no descaminho,
Tarde seria pra contigo me encontrar.


Oh! Estrela mui querida, me encontro aqui conTigo
Tão estranha é essa vida, que tornou-Te o meu abrigo
Nessa estrada de inconstância onde nada mais existe
Senão a triste infância, que com o presente coexiste.


São lembranças doloridas, sentimentos obscuros
E Tu, oh linda Estrela, torna tudo mais seguro
Ao tocar a Tua luz os meus olhos e na alma
Fazer, ali, abrigo, em sutileza com Tua calma



Quero caminhar Teus passos, o Teu brilho vou brilhar
O caminho que seguires, nesse eu quero, então, trilhar
Porque na ausência Tua que encanto posso ter?



Se Tu não estás comigo, quão sofrido é o viver
É mui fácil para mim tomar esta decisão
Pois se Tu não estás comigo, existir não tem razão.
Lívia Pâmela De La Rosa
Enviado por Lívia Pâmela De La Rosa em 27/11/2009
Reeditado em 06/06/2012
Código do texto: T1947161 
Classificação de conteúdo: seguro

E se o Sol resolver desaparecer
Se as nuvens se recusarem a ir embora
Se frio vier e se estabelecer
Se as pessoas perderem o amor de outrora

Ainda assim nos Seus filhos se verá
O recomeço, a esperança, o despertar...

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