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Como saber o momento certo de calar? Tantas vezes nos sentimos sufocados com tantos pensamentos dentro de nós e não temos oportunidade de expor. Estamos na era em todos têm o direito de falar de tudo, mas na verdade se pode dizer quase nada. As pessoas têm sempre uma teoria sobre nós. O que pensamos, o que fazemos e até mesmo o que somos. Nosso caráter está fadado a ser moldado pela opinião da maioria. Eu que nunca fui uma "Maria-vai-com-as-outras" e nunca achei que "A voz do povo é a vontade de Deus", fico às vezes meio perdida no meio disso tudo. Sem saber muito bem que direção tomar.

No final de tudo, tento sempre ser elegante e bem-humorada- muito embora, às vezes me pareça ser uma espécie de teste, onde tudo o que se espera é um deslise, uma falha, uma quebra em meu equilíbrio. E já houve para mim o tempo das quebras explosivas. Mas tenho descoberto que a paz que sinto em meu interior, não há quem possa explicar. Minha mãe dizia uma frase nada recatada, mas nunca aprendi algo tão verdadeiro do ponto de vista dos relacionamentos humanos: "De saia justa, quanto mais se abaixa, mais aparece a bunda.". Precisamos ser tudo: amorosos, sensatos, equilibrados, pacificadores e respeitosos, mas também inteligentes, honrosos, honestos com o que acreditamos e o que realmente somos.

As pessoas querem aqueles que sabem se explicar, têm segurança no que falam e não se traem. Penso que querem. Eu quero estes. Tento ser um destes e cada dia estou mais cheia de histórias pra contar... Sendo eu mesma em minhas várias facetas: mulher, amiga, irmã, filha, serva. E quem pode calar o poeta? Com ele está a liberdade de expressão. Por isso aprendi a ouvir, mas também sei falar...
Quantas e quantas vezes já nos fizemos essa pergunta?

Parece que todos à nossa volta estão preocupados com nossa vida, com o que faremos, como faremos, quando faremos, com quem faremos, etc. Ou pior, às vezes parece que todos estão julgando aquilo que fizemos, ou o modo como fizemos, ou o momento, ou com quem estávamos quando fizemos... Enfim, quando não estamos enfrentando a multidão de sábios ou videntes, estamos enfrentando os juízes e advogados. Rs... Eu não sei até que ponto isso é bom ou ruim. Na minha opinião, o julgamento nunca é bom, mas entendo que há uma tendência natural em julgarmos. Creio ser por isso que Jesus nos alertou sobre os perigos de julgar aos outros. De encontro a isso, creio que, como está escrito, "na multidão dos conselhos reside a sabedoria.". Pois, bem. Entretanto, ainda que seja algo bom para nós, raramente é algo agradável. A verdade é que sentimos frequentemente que não somos compreendidos, ou, então, nos sentimos julgados. O peso de termos vários olhos sobre nós não parece ajudar muito nos momentos de decisão. A verdade é que, exceto Deus, nunca haverá alguém que compreenderá com perfeição o que estamos sentindo com relação a vida como um todo, ou a alguma vertente em especial. Nada tem a mesma importância para duas pessoas simultaneamente nesse mundo. A dor de uma pessoa é diferente da dor da outra pessoa. A felicidade de uma pessoa está em coisas diferentes do que está para outra pessoa. Vivemos coisas diferentes e sentimos cada uma delas de forma diferente. Quer um exemplo simples? 

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